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Após aumentos, preço médio da gasolina em MT é o maior dos últimos 13 anos
O governo federal, por meio dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, anunciou em 20 de julho o aumento nas alíquotas do PIS e Cofins que incidem

Publicado em  

11 de Agosto de 2017

O preço médio semanal cobrado pelo litro da gasolina em Mato Grosso foi calculado em seu valor mais alto na última semana desde o início da série histórica da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que começou em 2004. Entre 30 de julho e 5 de agosto o combustível ficou calculado em R$ 3,85/litro.

Esse valor aparece quase duas semanas após o governo federal anunciar aumentos nas alíquotas do PIS e Cofins que incidem sobre a gasolina, etanol e o diesel. Na semana passada, o mínimo em Mato Grosso foi de R$ 3,21, enquanto o máximo ficou em R$ 4,40.

O município que puxou para cima o valor da gasolina no final de julho foi Alta Floresta. Na cidade do Nortão – que teve 10 postos visitados - o litro foi calculado em R$ 4,23 (média), sendo que o mínimo encontrado pelos técnicos da ANP foi de R$ 4,13 e o máximo foi de R$ 4,40.

O mais barato está em Cuiabá. Na Capital, onde o levantamento foi realizado em 52 postos, o preço médio ficou em R$ 3,76, sendo que o mínimo ficou em R$ 3,21 e o máximo em R$ 3,79.

 

Histórico

O segundo maior preço do balanço semanal realizado pela ANP havia sido calculado no primeiro mês desse ano, por duas ocasiões seguidas. Entre 15 e 21 e depois entre 22 e 28 de janeiro a gasolina tinha sido calculada com um preço médio de R$ 3,79 em Mato Grosso. Na primeira semana o mínimo havia ficado em R$ 3,61 e máximo em R$ 4,30 e na segunda o mínimo foi de R$ 3,59 e o máximo nos mesmos R$ 4,30 da anterior.

O terceiro maior preço de toda a série histórica da ANP foi calculado justamente na semana seguinte após o anuncio dos aumentos do governo. Entre 23 e 29 de julho o preço médio da gasolina ficou em R$ 3,73 no Estado, sendo que o mínimo ficou em R$ 3,29 e o máximo em R$ 4,40.

Além dos aumentos dos impostos, outro fator pode ter impactado na diferença. No final de julho a ANP anunciou uma diminuição no número de cidades e postos pesquisados. Enquanto 135 estabelecimentos estavam sendo visitados até a semana dos aumentos, esse número baixou para 94 nos sete dias posteriores à decisão do governo.

 

 Aumentos

O governo federal, por meio dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, anunciou em 20 de julho o aumento nas alíquotas do PIS e Cofins que incidem sobre os combustíveis. Os novos preços, que afetaram toda a cadeia, de refinarias até consumidores, já começaram a ser praticados já no dia seguinte.

As alíquota subiram de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passou de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota que antes era zerada, aumentou para R$ 0,1964.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo/MT) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) foram duas entidades do Estado que criticaram os aumentos.

O Imea divulgou em 1º de agosto que essa elevação de impostos deverá aumentar os gastos do setor agropecuário de Mato Grosso, nesse ano, em R$ 294,6 milhões, na comparação com 2016. Somente no caso dos produtores de soja a elevação nos custos deve ser de R$ 147,6 milhões.

Fonte: rdnews Foto por: Reprodução
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