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Hoje Terça-Feira, 12 de 12 de 2017
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População realiza mutirão de reflorestamento em área de grilagem de terras
A iniciativa faz parte do projeto "Reflorestamento Afirmativo", executado pela Promotoria de Justiça da comarca.

Publicado em  

07 de Dezembro de 2017

Dezenas de alunos da rede estadual de ensino, trabalhadores extrativistas e voluntários reuniram-se, no último sábado (02.12) para trazerem de volta um pedaço de floresta amazônica na reserva legal comunitária do Projeto de Assentamento Juruena, em Cotriguaçu. A iniciativa faz parte do projeto "Reflorestamento Afirmativo", executado pela Promotoria de Justiça da comarca. 

Os trabalhos de recuperação de cerca de 700 hectares de floresta pública ilegalmente destruída e transformada em fazendas de gado começou no final de 2016, com uma parceria entre o Ministério Público, as Polícia Civil e Militar, o Ibama, a Prefeitura de Cotriguaçu e a sociedade civil. 

Além do plantio de aproximadamente 700 mudas de espécies nativas do bioma da amazônia para isolamento da área, foi realizada a dispersão, por lançamento manual, de cerca de 50 kg de sementes de espécies invasoras de pastagens, tais como pau lacre (Vismia japurensis Reich); ipê-Amarelo-da-Mata (Handroanthus serratifolius) e o angico amarelo (Senna multijuga). 

De acordo com o promotor de Justiça Cláudio Angelo Correa Gonzaga, a par da responsabilização administrativa, civil e criminal dos responsáveis pelo ilícito ambiental, a atividade visa resguardar o meio ambiente e a Floresta Amazônica, permitindo a regeneração da floresta pelo banco de sementes antes que a degradação se acentue e que se consolidem situações de fato, aproveitando-se o potencial de regeneração natural da floresta nativa (resiliência). 

Ele explica que para dar continuidade as ações dois reeducandos continuarão com a atividade de plantio e manutenção de mudas nativas no lugar. Nesta etapa, o plantio de espécies nativas de alto valor econômico como a castanheira (Bertholletia excelsa) e a seringueira (Hevea brasiliensis) será privilegiado, de modo que possa ser formada uma agrofloresta que possa ser utilizada por todos assentados. 

Segundo o promotor, a prática ainda poderá ser aperfeiçoada. “Assim como o capim é lançado por aviões agrícola para abafar o banco de sementes da floresta, foram lançadas sementes de espécies lenhosas invasoras de pastagens para abafar o capim. Estas sementes foram compradas por autores de crimes ambientais de agricultores familiares e doadas à Prefeitura. No futuro, a atividade poderia envolver a utilização de drones com carga, aliando educação ambiental e entretenimento a jovens e adolescentes à restauração florestal.”, assegurou. 

Também participaram do mutirão membros da Associação dos Coletores(as) de Castanha do P.A. Juruena, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cotriguaçu, a O.N.F. Brasil, a Prefeitura Municipal de Cotriguaçu, a direção das escolas estaduais Sidney Cesar Fuhr e Maria da Glória Vargas Ochôa e voluntários. 

“Entendemos que o desmatamento ilegal deve ser percebido como um dano cuja recuperação requer urgência. Defendemos a tese de que qualquer pessoa pode, e o poder público e seus agentes devem realizar medidas práticas imediatas para promover a recuperação de florestas destruídas, em uma forma de autotutela de um direito coletivo”, destacou o promotor

Fonte: Assessoria MP/MT Foto por: Reprodução
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