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Juros caem há 16 meses, mas taxa do cheque especial não sai do lugar

Publicado em  

16 de Abril de 2018

Um ano e quatro meses depois do início do corte dos juros pelo governo, a taxa cobrada pelos bancos no cheque especial praticamente não saiu do lugar.

O comportamento foge à regra das demais linhas de crédito à pessoa física e também é atípico quando comparado às taxas do cheque especial no passado, em outros quatro ciclos de corte dos juros analisados pelo Banco Central desde 2002. 

O BC mergulhou nos dados históricos de crédito para investigar como os bancos estão repassando as quedas da taxa básica de juros a consumidores e empresas. Nos últimos meses ganharam corpo críticas de que as instituições represaram o afrouxamento, o que teve como resultado taxas de mercado mais elevadas do que se poderia esperar com a Selic no piso histórico de 6,5% ao ano.

INTERVENÇÃO

No caso dos juros do rotativo do cartão de crédito, o recuo só começou após a intervenção do BC, em março de 2017, quando a autoridade proibiu que as dívidas fossem roladas sem limite, gerando um efeito bola de neve. Quem não consegue pagar após um mês tem que ser direcionado para uma linha mais barata. 

Na semana passada, a Febraban (federação dos bancos) anunciou ação parecida no cheque especial —correntistas endividados há mais de um mês terão a opção de mudar para outra modalidade de crédito mais barata, cortando a escalada do débito.

Para o economista Roberto Troster, que já atuou na Febraban, isso poderá levar a aumento de taxas em outras linhas. Se é verdade que a taxa do rotativo do cartão caiu, diz ele, o juro cobrado no parcelamento da dívida ficou quatro vezes mais caro.

Fonte: Folha de São Paulo
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